31 out 2014

Flexibilidade Cognitiva

Assim que vi essa imagem, achei que ela ilustrava muito bem o que chamamos na Terapia Cognitiva de flexibilidade cognitiva. Resolvi então escrever sobre isso. Na Terapia Cognitiva um dos nossos objetivos é colocar os pensamentos que ocorrem frente a situações (sejam pensamentos sobre si, o outro, o mundo e o futuro) apenas como hipóteses. Essas […]

Terapia_CognitivaAssim que vi essa imagem, achei que ela ilustrava muito bem o que chamamos na Terapia Cognitiva de flexibilidade cognitiva. Resolvi então escrever sobre isso.

Na Terapia Cognitiva um dos nossos objetivos é colocar os pensamentos que ocorrem frente a situações (sejam pensamentos sobre si, o outro, o mundo e o futuro) apenas como hipóteses. Essas hipóteses podem ser confirmadas ou desconfirmadas com base no questionamento das evidências a favor e contra esses pensamentos.

Dessa maneira, as situações, os problemas ou os desafios são analisados de ângulos diferentes, levando a novas interpretações, conclusões e soluções. Ou seja, quando há mudança na maneira de pensar, ocorrem mudanças comportamentais. Não é simplesmente pensamento positivo. A flexibilidade cognitiva é parte de um processo de reestruturação cognitiva, onde a pessoa aprende a avaliar os eventos de maneira mais realista e sem tantas distorções.

Por exemplo, diante de uma apresentação de trabalho, na qual a pessoa acredita que não teve um bom desempenho podem surgir pensamentos como “Eu sou um fracasso”, “Nada dá certo pra mim”, “Eu não fui feito pra dar certo”. Está aí o que chamamos de crenças limitadoras.

Por que são crenças limitadoras? Em relação ao pensamento “Eu sou um fracasso”, existe uma distorção cognitiva, afinal ninguém consegue ser um fracasso 100% do tempo, em 100% das situações. No entanto, quem acredita nisso geralmente busca evidências que confirmam a crença (não ter apresentado o trabalho como gostaria, não ter tirado uma nota que esperava ou ter visto o colega bocejar) e resistem às evidências que a desconfirmam (ter apresentado outros trabalhos, ter recebido elogios de alguns colegas e todos os outros colegas que não bocejaram, demonstraram interesse no assunto e dedicaram sua atenção).

Com um pouco de treino é possível aprender a questionar essas crenças e ir derrubando as mentiras que às vezes contamos para nós.

E você, acredita em tudo o que pensa?

Avalie seus pensamentos, questione, seja flexível e aprimore a habilidade de encontrar soluções para viver melhor!

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